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Asunción

O vôo chegou com uma hora de atraso . Desembarquei no “Aeropuerto Internacional Silvio Pettirossi” às 12h35. Depois do procedimento de registro e de retirar minha mala na esteira, me dirigi para a saída, porém fui parado por um guarda que pediu que eu abrisse minha mala.

O sujeito começou a inspecionar os meus objetos e a me fazer perguntas, tipo de onde eu vinha, quanto tempo passaria e o que iria fazer. O bizarro é que ele chegou a cheirar o forro no compartimento dos calçados.. =|

Na sala de desembarque um funcionário do hotel estava a minha espera. Saímos do aeroporto em direção à cidade. No meio do caminho me deparo com o prédio da Conmebol – a Confederação Sulamericana de Futebol – não que isso me importasse muito, mas achei a escultura das bolas muito interessante. Só consegui tirar essa foto porque o motorista parou num sinal vermelho. Ele correu muito!

Minha primeira impressão sobre o trânsito em Assunção é de que era muito louco. Morotistas correndo como doidos, carros importados – e eles levam esse conceito ao pé da letra mesmo, tanto é que você vê carros com a direção no lugar que pra nós é o banco do passageiro. Duas palavras que o resumem: Mercedes e Toyota: as marcas que mais vi na minha frente, dificilmente vê-se alguma outra marca.

Depois que cheguei ao hotel, me ambientei, comi e subi a rampa… Pedi um táxi – estranhei a demora do taxista em chegar ao local, pois, de acordo com o mapa era só dobrar a esquina numa avenida próxima, andar mais um pouquinho e zás!

Achei que estava sendo enrolado =/

Fui a um mercado muito louco.. tipo… todo mundo querendo te vender tudo… Parecia um aquela feirinha da Sulanca que tem no Siqueira Campos, só que muuuito maior!

Resolvi voltar a pé pro hotel – porque segundo o mapa eu estava hospedado bem próximo de lá. Tratei de procurar plaquinha com o nome da rua, por falar nisso o governo de lá está de parabéns, não vi uma rua sem a plaquinha, nem uma plaquinha sem a indicação do sentido da rua. Bom, localizada a rua, lá vou eu – isso foi por volta de 3 da tarde. Olhei o relógio do celular recém comprado, 4h10 e eu ainda nem estava perto. Foi aí que percebi – eu estava no hotel certo, mas no hotel errado.

Fiz minha reserva com um grupo que tem 2 hotéis em ASU. Reservei pensando que estaria no hotel do Centro da cidade, mas descobri ao rever o mapa que eu estava num outro que fica do oooutro lado da cidade. Próximo ao Shopping Del Sol.

Às 17h parecia que a caminhada não terminaria nunca e eu já estava gritando por água e comida. Comecei a procurar um McDonald’s que vira no táxi, como não encontrei, fui no primeiro que veio pela frente…

E essa foi minha primeira experiência com o BK. Não Gostei muito não! Esse combo aí é o do whooper duplo, custou Gs.19.000. Antes que você se assuste, é bizarro o dinheiro no ParaguaY. Em reais isso dá +/- 7 e 60.

O dinheiro no PY é engraçado porque me lembrou o Cruzeiro, nossa antiga moeda, por causa da quantidade de zeros.

Bom, abastecido e conformado que demoraria muito a chegar, comecei a apreciar a paisagem e a prestar atenção às casas, diga-se de passagem, que casas!

Acho que eles copiaram os modelos no The Sims =B

Cheguei ao Hotel e fui descansar.

***2º dia***

Acordei disposto a tomar o colectivo

Era hora de ir ao Centro, pedi informação à atendente do hotel, ela disse pra eu tomar a linha 13.
O pessoal do hotel é um caso a parte, extremamente gentis e bem educados – até tomei um susto com o tratamento dispensado. Destaque para o porteiro e para a atendente do balcão.

Bom, na hora de tomar o ônibus, uma peculiaridade, o motorista não pára pra você subir, ele apenas diminui a velocidade. Ele só pára se tiver mais de uma pessoa no ponto. Ahh! e mais uma… o motorista também é o cobrador! A passagem até que é baratinha Gs 2.100[r$0,85].

No caminho até o centro percebi que o Brasil tem uma presença forte lá, tamanho era o número de estabelecimentos com nomes de lugares brasileiros.

Cheguei ao Centro. Como eu sabia? Se não soubesse depois olhar e olhar de novo e de novo… as fotos no Google.. diga logo…

Desci na Plaza Uruguaya. É lá onde fica a Antiga estação de trem

Por sinal foi na estação – que hoje é museu Gs 5.000 a entrada – onde vi a única pixação de Assunção.
Estava escrito de tijolo “ruth es bonita”. ^^ me lembrei dos meus tempos de criança em Amparo.. uahuahauahu

Indo Centro adentro passei pelo Panteón de los heroes, no caminho para umas comprinhas na Adidas Outlet =D

Era dia de jogo da seleção e na cidade não se falava em outra coisa, nas ruas só eram vendidos artigos com qualquer referência à seleção. Além do futebol, um outro costume que dá pra perceber na foto acima é que os paraguaios andam pra cima e pra baixo com uma garrafa térmica e uma cuia. Pra quê? Assim como os gaúchos são movidos a chimarrão, os paraguaios não vivem sem o tereré. É a mesma coisa que chimarrão, a diferença é que a bebida paraguaia é servida gelada.

Duas características do centro: argentinos e música brasileira. Os argentinos invadem Assunção para compras e você não dá dois passos sem ouvir Raça Negra, Skank, Zezé di Camargo & Luciano, além de Bruno e Marrone.

Continuando a caminhada pelo centro Passei pelos palácios legislativos – o antigo e o novo,

Pelo palácio presidencial, que me lembrou as contruções dos EUA da época do algodão

Pra terminar o dia, na volta passei pela Prefeitura [municipalidad] de Assunção.

No outro dia fui à rodoviária – Terminal de Omnibus – e peguei o ônibus a Porto Alegre.

março 22, 2008 at 3:12 pm Deixe um comentário


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